quarta-feira, 18 de abril de 2012

Inhotim - Artes

Mecenas nunca foram muito comuns na história brasileira. Por aqui, são raros os donos de grandes fortunas que se preocuparam, efetivamente, com arte ou cultura. E puseram a mão na massa – e no bolso – para construir museus, bibliotecas ou universidades.

Daí a importância do trabalho que Bernardo Paz vem fazendo, há mais de uma década, no Inhotim. De maneira discreta, “sem tocar tambor”, como ele mesmo gosta de dizer, o colecionador mineiro revolucionou o mundo das artes plásticas. E pôs a pequena cidade de Brumadinho, a 60 quilômetros de Belo Horizonte, no centro do debate da arte contemporânea mundial.

O problema é que Inhotim acabou muito dependente da figura de seu patrono, como ele mesmo reconhece. O próprio Paz decidiu aplicar, em seu instituto, um instrumento hoje muito usado em museus de todo o mundo: lançou o Amigos do Inhotim, projeto com o qual pretende arrecadar fundos para sustentar as despesas do instituto. Em outras palavras: ele quer mais “mecenas” para Inhotim, vindos da sociedade civil, e não apenas das grandes empresas.